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08 set 2017
by 3euel

A importância do Projeto Elétrico

O projeto elétrico é um investimento que você descobrirá que é necessário ao optar por construir uma casa.

Mas para muitos, os projetos elétricos residenciais são uma parte descartável do planejamento da construção de uma casa, tais pessoas pensam assim porque não compreendem a importância do projeto e a quantidade de riscos que são minimizados através dele.

O projeto elétrico planeja como funcionará toda a fiação elétrica e futuras instalações na residência.

Com a realização do projeto elétrico, você terá a certeza de que poderá utilizar de forma normal e segura todos os equipamentos elétricos e eletrônicos da sua casa sem medo de que ocorra algum problema com sua rede elétrica.

Problemas que só são observados após a compra e a instalação dos moradores na residência acabam, por exemplo, no momento da instalação de um ar-condicionado.

Ao abrir mão desse investimento, você colocará em risco sua família e os eletrodomésticos de sua casa, pois com o dimensionamento de carga incorreto os mesmos poderão queimar e causar grandes transtornos.

Lembrando que planejar é economizar pois o projeto elétrico terá informações básicas que são muito importantes durante a obra e não esqueça, conte sempre com a 3E UEL para contratar serviços de alta qualidade e com preços que caiba no seu bolso!

28 ago 2017
by 3euel

Você sabe como funciona o sistema de energia solar fotovoltaica?

Esse sistema gerador de energia limpa e renovável, não apenas possibilitará valorizar a sua propriedade, como também de gerar a sua própria energia elétrica e praticamente acabar com a sua conta de luz.

Entenda como funciona o sistema de energia sola fotovoltaica em 4 passos e como ganhar créditos através do relógio bidirecional!

1 – O Painel Solar captam a energia luminosa e produz energia elétrica (energia fotovoltaica). Os painéis solares, instalados, são conectados uns aos outros e então conectados ao Inversor Solar

2 – Um inversor solar tem como função converter a energia solar dos seus painéis fotovoltaicos (Corrente Continua) em energia elétrica que poderá ser utilizada em qualquer equipamento elétrico (Corrente Alternada).

3 – Depois, a energia que sai do inversor solar é transmitida ao quadro de luz e é distribuída, alimentando todo o imóvel, e assim reduzindo a quantidade de energia que você compra da distribuidora.

4 – O sistema é conectado à rede pública e o excesso de eletricidade volta para a rede elétrica através do relógio de luz bidirecional, no qual mede a energia da rua que é consumida quando não há luminosidade solar ou quando em excesso e é injetada na rede da distribuidora.

A energia solar que vai para a rede, será creditada e debitada para serem utilizados de noite ou nos próximos meses.

Os Créditos de Energia são medidos em kWh. Para cada kWh gerado em excesso pelo seu sistema solar fotovoltaico, será recebido 1 crédito de kWh para ser consumido de noite ou nos próximos meses.

Esse crédito é contabilizado pelo relógio de luz bidirecional e é medido pela distribuidora de energia. Desta forma, no final do mês quando receber a sua conta de luz, você vai ver quanto de energia consumiu da rede e quanta energia foi injetada na rede.

 Se você injetar mais na rede do que consumiu, ficará com créditos de energia para serem usados nos próximos meses.

Ressaltando que os créditos de energia são regulamentados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) possuindo regras específicas que variam de acordo com a sua localização e sua classe de consumo (residência, comercial ou industrial).

 

20 jun 2017
by 3euel

SPDA

Você sabe o que é SPDA?

A sigla SPDA, significa Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, também conhecido popularmente como “para-raios”.raio

E por que é importante esse sistema?

A instalação de SPDA representa uma exigência do Corpo de Bombeiros e é regulamentada pelas normas da ABNT, segundo a Norma NBR 5419/2005, onde apenas um profissional Engenheiro habilitado pode emitir laudos e parecer técnico.protection

Com o sistema instalado na estrutura de sua residência ou indústria se garante a proteção contra qualquer tipo de descarga elétrica, logo evitando grandes impactos como: explosões, incêndios, danos em equipamentos elétricos e até mesmo riscos à vida de pessoas e animais.

Como funciona a instalação?

Consiste ao Engenheiro Eletricista exercer as atividades do projeto, instalação e manutenção do SPDA. Seu dever também apresentar os documentos técnicos e laudos do projeto.

 

Existem três métodos para o dimensionamento de um sistema:

  1. -Método Franklin
  2. Método Gaiola de Faraday
  3. Método Eletrogeométrico ou Esfera Rolante.

O método Franklin, sendo o mais usado em edificações de pequeno porte devido as limitações da Norma, representa um para-raios constituído de uma haste metálica com a extremidade pontiaguda, a qual tem como propósito proteger o volume de um cone e o captor fica em seu vértice, pode ser visto na figura abaixo:

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O método Gaiola de Faraday, consiste em um sistema de hastes interligadas em forma de malha. Baseado na teoria de Faraday, segundo a qual, o campo elétrico no interior de uma gaiola é nulo, mesmo em altos valores de corrente. Representa um sistema de elevada eficiência, contudo, apresenta custo maior de implementação.

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Método Gaiola de Faraday

Método Eletrogeométrico ou Esfera Rolante é o mais recente e o mais utilizados dos três acima mencionados, consiste em fazer rolar uma esfera, por toda a edificação. Os locais onde a esfera tocar são os mais expostos a descargas, sendo eles os locais onde devem ser protegidos com as hastes. Seu sistema pode ser visualizado na figura abaixo:

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Método da Esfera Rolante

Quais são as vantagens para o consumidor?

Além de garantir proteção e segurança, esse sistema também criam relatórios com detalhes e revisões do aterramento elétrico, conhecidos como laudos de SPDA.

Os laudos são muito importantes para a prevenção de acidentes e riscos, e controle de qualidade, dessa forma, evitando possíveis erros nas instalações e na infraestrutura e também garantindo a instalação correta dos equipamentos elétricos, auxiliando a proteção do local.money

Considerando que o Brasil é um dos países com maior incidência de descargas elétricas, com o SPDA instalado, o consumidor evitará desperdícios de dinheiro com casos de indenização e queima de aparelhos elétricos.

 

Norma de Regulamentação 10 (NR-10) : Para que serve?

O que é a NR-10?

Datada em 1978 e finalizada no ano de 2004, o Ministério do Trabalho e Emprego, oficializou a norma regulamentadora nº 10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade), conhecida popularmente como NR-10.

A NR-10 (norma regulamentadora 10) trata-se de um conjunto de procedimentos e requisitos na área de segurança em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

Seu objetivo é estabelecer a garantia da segurança e a saúde de todos os membros que estejam envolvidos direta ou indiretamente nestes serviços. Apesar de sua grande importância, ainda há muitos que a desconhece.

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É aplicável a todas as empresas que admitam trabalhadores como empregados. Onde desenvolvam atividades referentes às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos relacionados, analisando as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes.

Ressalta-se que na ausência ou omissão destas, poderão ser impostas penalidades.

Riscos

Os riscos para quem trabalha com serviços e instalações com eletricidade, dependendo da atividade exercida, podem representar perigo e integridade e saúde do trabalhador. Sendo consequências diretas ou indiretas.

É importante ressaltar que métodos sinalizadores não eliminam os riscos, portanto não devem ser eliminadas as medidas de controle coletivas e individuais, já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, fontes de alimentação de terceiros entre outros.

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Dentre as medidas de controle, é válido ressaltar:

– 10.2.1:  Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.

– 10.2.2: As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho.

– 10.2.3: As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção.

A medida de controle não deve se limitar a apenas utilização dos EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), mas levar em consideração o treinamento e formação do profissional, a elaboração do mapa de risco e a identificação de riscos adicionais.

O intuito de buscar a garantia da segurança e saúde de todos os membros envolvidos.

 

Sua empresa ainda não possui o sistema NR-10?

Entre em contato conosco:

E-mail: contato@3euel.com.br

Celular: (43) 99606-4493

 

08 mar 2016
by 3euel

Pele eletrônica torna você invisível ao radar

Engenheiros da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, desenvolveram uma “meta-pele artificial” que utiliza a tecnologia dos metamateriais e dos metais líquidos para capturar as ondas de radar e camuflar objetos, impedindo que eles sejam detectados.

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Esticando essa meta-pele flexível, é possível ajustá-la para reduzir a reflexão de uma vasta gama de frequências de radar.

A meta-pele deve seu nome aos metamateriais, estruturas artificiais projetadas para apresentarem propriedades não encontradas na natureza e que podem manipular os mais diversos tipos de ondas. Seu produto mais conhecido são os mantos de invisibilidade.

“Portanto, esta tecnologia de meta-pele é diferente das tecnologias tradicionais de camuflagem, que normalmente só reduzem o retroespalhamento, isto é, a potência refletida de volta a um radar de sondagem,” escreveram Siming Yang e seus colegas.

Pele antirradar

O metamaterial flexível é formado por fileiras de anéis ressonadores incorporados dentro de folhas de silicone. Os ressonadores elétricos são preenchidos com galinstano, uma liga de metal que é líquida a temperatura ambiente e menos tóxica do que outros metais líquidos, como o mercúrio.

Cada anel tem um raio exterior de 2,5 milímetros e uma espessura de meio milímetro. Eles são postos nas folhas de silicone a um intervalo de 1 milímetro, essencialmente criando um painel de “fios líquidos”.

Os anéis funcionam como bobinas, e as lacunas entre eles funcionam como capacitores. Juntos, eles criam um ressonador que pode capturar e suprimir as ondas de radar em uma determinada frequência. Mas basta esticá-los para alterar suas propriedades elétricas, o que altera a frequência das ondas que eles capturam e suprimem.

Controle de frequências

Quando um objeto é revestido com a meta-pele, as ondas de radar são inibidas em todas as direções incidentes e ângulos de observação. Os testes mostraram uma supressão das ondas de radar de 75% no intervalo de frequências de 8 a 10 gigahertz.

“Acredita-se que esta tecnologia de meta-pele vai encontrar muitas aplicações no controle, camuflagem e espalhamento de frequências eletromagnéticas,” concluem os pesquisadores.

27 set 2015
by 3euel

CAPACITOR DE CELULOSE ARMAZENA MAIS ENERGIA QUE BATERIAS COMUNS

A celulose pode ser a base de uma nova classe de dispositivos de armazenamento de energia.

Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, demonstraram que a celulose reduzida a fibras de dimensões nanométricas – também conhecida como nanocelulose – torna-se um elemento interessante para a fabricação de capacitores de alta densidade energética.

Xuan Yang e seus colegas construíram capacitores tridimensionais aprisionando nanopartículas funcionais dentro das fibras de uma espuma feita com nanocelulose.

A espuma é fabricada de forma simples, em uma única etapa, a partir de cristais de celulose. Vista ao microscópio, ela lembra um monte de arroz não cozido, mas cujos grãos são “colados” em pontos aleatórios, deixando um monte de espaço livre para acomodar as nanopartículas funcionais.

As nanopartículas são uma mistura de nanotubos de carbono e dióxido de manganês.

Energia sustentável

O capacitor de celulose é extremamente leve – um pedaço do material pode ser sustentado por uma pena.

Uma das grandes vantagens do novo dispositivo de armazenamento de energia é que, além da elevada resistência e da flexibilidade da celulose, o capacitor resultante é muito leve, o que é interessante para os carros elétricos, por exemplo.

Embora ainda sejam necessários mais desenvolvimentos, os capacitores de espuma de nanocelulose apresentaram uma maior densidade de energia e um recarregamento mais rápido do que as baterias recarregáveis.

“Em última instância, o objetivo desta pesquisa é encontrar formas de alimentar as tecnologias atuais e futuras de uma forma mais eficiente e mais sustentável,” disse a professora Emily Cranston, coordenadora da equipe.

Quanto ao uso da celulose no campo da energia, além das baterias de papel, outras equipes já demonstraram a possibilidade de fabricar baterias com madeira e sal.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

29 ago 2015
by 3euel

Wi-Power: Recarregador de celular à distância

Engenheiros coreanos desenvolveram um carregador de baterias sem fios, à distância e onidirecional, ou seja que funciona com total liberdade de posição entre a fonte de energia e o aparelho a ser recarregado.

Esta é uma vantagem real, uma vez que os aparatos de recarregamento sem fios demonstrados até então exigem que o aparelho seja colocado sobre a base, o que não traz vantagens em relação a plugá-lo em uma tomada.

O dispositivo é capaz de recarregar múltiplos aparelhos simultaneamente, inclusive com o aparelho no ar e em uso.

Devido à semelhança dessa disponibilidade de energia com a disponibilidade de dados das redes Wi-Fi, a equipe batizou a tecnologia de Wi-Power.

Com novos desenvolvimentos e ampliação da área de cobertura, a expectativa é fornecer “zonas Wi-Power”, onde os usuários poderão continuar usando seus aparelhos, que captarão a energia automaticamente para recarregar as baterias.

Objetos metálicos não atrapalham o recarregamento, o que vinha sendo um entrave para as tecnologias de recarregamento sem fios.

 

 

Bobinas dipolo

O protótipo utiliza um transmissor plano de um metro quadrado, contendo duas bobinas dipolo feitas de materiais magnéticos de alta frequência, cada uma contendo um núcleo de ferrita e conectada a um capacitor ressonante.

Com as bobinas dipolo são mais compactas do que as bobinas tradicionais, foi possível criar uma estrutura que gera um campo magnético 3D acima da mesa de transmissão.

A equipe demonstrou o recarregamento simultâneo de 30 celulares, cada um drenando uma potência de 1 watt, ou cinco notebooks drenando 2,4 watts cada um – todos localizados a 50 centímetros de distância do carregador.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

20 ago 2015
by 3euel

Bateria quântica recarrega-se quase instantaneamente

Um conjunto de qubits pode ser carregado em paralelo (B) ou simultaneamente (C), graças ao fenômeno quântico do entrelaçamento..

 

Célula quântica de energia

Uma bateria quântica, quando puder ser construída na prática, terá uma velocidade de recarregamento imbatível.

Uma bateria quântica é um sistema que usa os qubits não para armazenar dados, mas energia.

Os qubits usados nos experimentos de computação quântica podem permanecer em um de dois estados, ou nos dois estados ao mesmo tempo, graças ao fenômeno quântico da superposição – qubits podem ser íons, átomos neutros, fótons etc.

Em uma bateria quântica, os dois estados representam diferentes níveis de energia do qubit. Assim, carregar uma bateria quântica significa passar o nível de todos os qubits de um estado mais baixo de energia, para um estado mais alto.

E essa energia pode ser extraída para executar trabalho útil. É o que os físicos chamam de “qubit de trabalho” – a bateria é chamada de quantacel, uma espécie de célula quântica de energia.

Bateria quântica

A grande vantagem da bateria quântica é que tudo nela pode tirar proveito das leis da mecânica quântica. Mais especificamente, do entrelaçamento, a propriedade segundo a qual tudo o que acontecer a um qubit afetará imediatamente todos os demais que estiverem em estado de entrelaçamento com ele.

Felix Binder e seus colegas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, demonstraram que, estando entrelaçados, os qubits de trabalho estarão tão fortemente correlacionados que isto representará uma redução no “espaço de estados”, isto é, na diferença entre os estados de energia baixo e alto.

Isto significa que o tempo de recarregamento da bateria quântica – o tempo para levar todos os qubits para o estado mais elevado de energia – é inversamente proporcional ao número de qubits da bateria. Assim, em um exemplo hipotético, se um qubit levasse uma hora para carregar, seis qubits poderiam ser recarregados em 10 minutos.

Este conceito é diferente de uma proposta feita em 2009 por uma equipe do Japão, que propôs a criação de uma bateria quântica baseada em nanomagnetos.

Uso prático

O desafio para construir uma bateria quântica real é que o estado de entrelaçamento não costuma durar muito, além do que o recorde de entrelaçamento simultâneo de qubits não passa de algumas dezenas.

Assim, a energia armazenada por uma bateria quântica não seria muito grande, ao menos não com a tecnologia atual e dentro de um horizonte razoável de tempo.

Mas os pesquisadores veem uso prático para esses sistemas de armazenamento de energia.

“Nosso estudo é uma prova de conceito teórica de que a física quântica pode acelerar a deposição de energia em um sistema. Esse efeito de aceleração pode ser relevante em dois casos: 1) em dispositivos mecânicos que se tornem tão pequenos que as escalas de energia sejam comparáveis às atuais implementações de sistemas quânticos; 2) em sistemas quânticos que sejam aumentados e controlados de forma robusta em escalas de energia que sejam de importância prática,” disse John Goold, membro da equipe.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

10 ago 2015
by 3euel

Criado o primeiro memcomputador

Vista geral do memcomputador, incluindo os seis memprocessadores, os osciloscópios e demais aparelhos necessários para inserir os dados e ler os resultados.

 

Memcomputador

Pesquisadores norte-americanos e italianos construíram o primeiro “memcomputador”, uma nova arquitetura computacional que lembra mais a forma como funciona o cérebro humano.

Na arquitetura dos computadores atuais, conhecida como paradigma de Turing, o armazenamento (memória) e o processamento (CPU) dos dados são feitos em áreas distintas, o que exige o transporte constante desses dados de um lado para o outro.

No memcomputador tudo é feito no mesmo lugar, com um ganho exponencial de velocidade.

Isto é possível porque, em lugar dos transistores dos computadores atuais, o memcomputador usa memristores, componentes eletrônicos que conseguem guardar dados e podem ser usados para cálculos, tudo simultaneamente. Cada memristor consegue se lembrar da corrente elétrica que o atravessou alterando sua própria resistência, de modo que o dado é mantido na memória ao mesmo tempo que o componente está sendo usado para fazer os cálculos.

Memcomputação

“A memcomputação é um novo paradigma ‘não-Turing’ de computação que utiliza células de memória interagentes (memprocessadores) para armazenar e processar informações na mesma plataforma física,” explica a equipe.

“Foi recentemente provado matematicamente que os memcomputadores têm o mesmo poder computacional das máquinas de Turing não determinísticas. Portanto, elas podem resolver problemas NP-completos em tempo polinomial e, usando a arquitetura apropriada, com recursos que só crescem polinomialmente com o tamanho da entrada,” acrescentam.

O “problema NP-completo” a que se referem os pesquisadores pode ser entendido, de forma simplificada, pela questão: “Dado um conjunto de números inteiros, existe ao menos um subconjunto não vazio cuja soma seja zero?”

Desempenho do memcomputador

Memprocessador – o protótipo usa seis unidades iguais a essa.

 

Nos computadores eletrônicos atuais, a solução desse problema exige que cada número seja levado da memória ao processador e somado com cada um dos outros. Se seu conjunto tem 1 milhão de números, cada número será comparado 1 milhão de vezes, o que dará 1 trilhão de viagens entre o processador e a memória.

O memcomputador, por sua vez, cria uma espécie de labirinto para a eletricidade através de toda a malha de memristores. Nesse labirinto, cada entrada representa um número do conjunto original, enquanto as saídas representam cada um dos números com os quais ele deve ser comparado. Além disso, a eletricidade só flui pelo circuito através de combinações específicas – combinações que deem uma soma determinada.

Desta forma, pegando um número, o memcomputador faz todas as suas combinações com os demais em uma única rodada do seu “labirinto elétrico”. Assim, no mesmo exemplo anterior, com um conjunto de 1 milhão de números, o memcomputador precisará de apenas 1 milhão de rodadas, contra 1 trilhão dos computadores atuais.

Transformando isso em tempo, se as duas arquiteturas levarem um segundo para fazer cada cálculo, o memcomputador resolverá o problema em 11,5 dias, enquanto os computadores atuais levarão 31.700 anos.

Ruído e correção de erro

O memcomputador usa seis memprocessadores, cada um construído em sua própria placa de circuito impresso. Embora não deem detalhes sobre os memristores propriamente ditos, a equipe afirma que todo o circuito foi construído com técnicas da microeletrônica tradicional, disponíveis na maioria dos laboratórios.

Mas, é claro, nem tudo está pronto para mudar o mundo da computação e da informática – e nem para dispensar as pesquisas com os computadores quânticos.

Os pesquisadores relatam que o memcomputador sofre de uma anomalia congênita: uma forte perda de dados. O labirinto criado ao longo da matriz de memristores degrada-se com a distância, tornando difícil separar o dado do ruído introduzido pelo ambiente. Mas, segundo eles, isto poderá ser corrigido com o desenvolvimento de códigos de correção de erros adequados.

“Vale a pena notar que os algoritmos de computação quântica também exigem necessariamente códigos de correção de erros para a sua implementação prática por causa de várias fontes inevitáveis de ruído,” compara a equipe.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

22 jul 2015
by 3euel

Motor e gerador são alimentados pela evaporação da água

O movimento de pistão é gerado pela série de fitas postas sobre um pequeno depósito de água.

 

Energia da evaporação

Pesquisadores da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, demonstraram que é possível construir motores alimentados pela evaporação da água.

Eles construíram um motor rotativo que impulsiona um carrinho de brinquedo e um motor-gerador acionado por um pistão que gera eletricidade suficiente para acender um LED, ambos acionados pela umidade gerada pela evaporação de uma pequena quantidade de água.

A ideia de Xi Chen e seus colegas é que essa técnica possa ser escalonada para grandes dimensões, gerando “energia verde” a partir de grandes geradores flutuantes instalados no mar ou em represas.

“A evaporação é uma força fundamental da natureza. Ela está em todos os lugares, e é mais potente do que outras forças, como as do vento e das ondas,” disse o professor Ozgur Sahin, coordenador da equipe.

Empurrado por esporos

Os equipamentos não funcionam diretamente da água se vaporizando na atmosfera, mas seguindo um mecanismo baseado no comportamento de esporos bacterianos, que incham e se encolhem em resposta a variações na umidade – foram usados esporos de Bacillus subtilis.

Para construir o motor flutuante a pistão, os esporos foram colados nos dois lados de uma fita plástica flexível, perfeitamente espaçados, mas de forma que os esporos de um lado da fita correspondam aos espaços vazios do outro lado.

Quando o ar seca os esporos, eles encolhem, curvando a fita onde estão fixados, fazendo-a ondular e encurtar. Se um dos dois lados da fita estiver ancorado, ela puxa o que estiver preso do outro lado. Inversamente, quando o ar fica úmido, os esporos incham, fazendo a fita se distender, liberando a força e gerando o movimento de pistão.

O resultado é um novo tipo de músculo artificial que é controlado alterando a umidade no seu entorno. Vários deles foram postos lado a lado no interior de um cilindro plástico e de um sistema fechado de persianas, no interior dos quais a evaporação varia a umidade do ar, movimentando os mecanismos.

Motor a evaporação

As pequenas fitas curvam-se pelo movimento dos esporos (observe sua distensão na parte direita do mecanismo), movimentando o carro.

 

O motor rotativo parece mais dinâmico e tem um projeto mais simples, sendo construído com pequenos pedaços de fita com esporos apenas na extremidade.

O invólucro é fechado de um lado e aberto do outro, de forma que as fitas com esporos fiquem, ora no ar seco, ora no ambiente úmido, o que faz com que o músculo artificial contraia em uma parte e se distenda na outra, gerando um mecanismo rotativo contínuo – a equipe batizou o motor de “moinho de umidade”.

Posto sobre um carrinho em miniatura, o motor move o veículo em baixa velocidade, mas de forma praticamente contínua.

Para cima e avante

Nos experimentos, uma superfície de oito centímetros quadrados de água produziu uma média de 2 microwatts de energia, embora a equipe relate ter medido picos de até 60 microwatts.

Fazendo os cálculos, os pesquisadores estimam que uma versão com mais esporos e fitas com propriedades mais adequadas – eles usaram poliimida – poderá gerar mais energia por área do que uma fazenda eólica de aerogeradores.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

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